Divagações filosóficas e muita cafeína.
por Victor Ribeiro 
 












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- Meu sabonete líquido está acabando rápido!

- Hum... E por falar nisso, muito bom aquele shampoo novo que você comprou, meu bem!

- Shampoo novo?!

- É, aquele do potinho chique no cantinho do basculante.

- ...

- Que foi?!

- Meu sabonete líquido!

- Ah, eu não sabia! Produto de banho pra mim, se é sólido eu passo no corpo, se é líquido eu passo no cabelo!

- ...
Escrito por Victor Ribeiro às 18h54
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- Sabe mãe, eu sou extremamente à favor de doação de orgãos entre os animais!

- É, meu filho?! Por quê?

- Por que se o fígado de um boi pudesse ser doado para um outro, ele provavelmente seria tão valioso que não estaríamos comendo fígado acebolado.

- Credo menino! Isso lá é coisa de se dizer na hora do almoço?! Você é igualzinho so seu pai!

- Dificilmente! Eu jamais me casaria com uma mulher de hábitos alimentares tão bizarros.
Escrito por Victor Ribeiro às 00h22
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Como todos vocês devem saber, eu sofro de narcolepsia.

E como todo bom ser-humano que sofre de alguma coisa eu resolví não sofrer sozinho, e saí em busca de um grupo de apoio.

Foi quando encontrei a NCA, Narcolépticos Anônimos. Deveria ser NA, mas parece que essa sigla já havia sido tomada por algum outro grupo de pessoas.

O pessoal lá sempre me tratou super bem, todos muito prestativos, ajudando uns aos outros... Nossas reuniões eram sempre muito proveitosas.

Até que um dia nosso local de encontro mudou e o lugar, por ser um lugar com uma iluminação um tanto quanto precária, acabou virando um clube de stand up comedy.

Só esqueceram de me avisar.

Interessante por que justamente no dia que seria a nossa reunião, estava havendo uma noite de open mic no club de stand up, o que explica minha confusão.

Quando eu cheguei, a disposição das cadeiras estava mudada, haviam espalhado mesas pelo salão e no lugar do palanque havia só um microfone com uma parede de tijolos ao fundo.

Cheguei e me assentei, como sempre, esperando a minha vez.

Foi quando um carinha subiu ao microfone e convidou aquele que quisesse ser o próximo a subir ao palco.

Olhei para os lados, ninguém queria subir, eu subí!

Como de costume eu começei a contar minha história, e, como de costume, eu tinha mini-ataques de sono entre os parágrafos. A única coisa que não foi como de costume foi a reação do pessoal ao final do meu discurso.

Ao invés de estarem pesarosos e tristes de uma maneira apoiadora, eles estavam rindo e aplaudindo.

Foi assim que eu virei um comediante.

Um homem que estava no salão aquela noite acabou me convencendo a voltar todas as noites de terça e contar minha atribulada vida para o pessoal.

Eu bem queria ter recusado, odeio quem rí dos problemas dos outros, mas ele elogiou tanto o meu timing que eu acabei aceitando.

Afinal de contas, ninguém nunca havia elogiado o meu timing antes; seja lá o que isso for.


Escrito por Victor Ribeiro às 12h28
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- Sabe meu bem, desde que eu era uma menininha que eu sonhava em ser uma princesa!

- ...

- Morar em um castelo, usar lindos vestidos, lindos sapatos, ter serviçais...

- ...

- Mas acima de tudo eu sonhava com um príncipe! Um lindo e charmoso príncipe com uma armadura reluzente, um cavalo branco, cabelos esvoaçantes, bonito, simpático, gentil... enfim, um nobre!

- ...

- ...

- Tudo bem meu bem, eu prometo que não solto mais nenhum!
Escrito por Victor Ribeiro às 13h25
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- Sabe, eu acho super bacana aqueles filmes de ficção científica onde o planeta enfreta sua destruição iminente e poucos e nobres seres-humanos lutam até as ultimas forças para que a humanindade não seja exterminada da face da terra.

- ...

- Sabe no que eu me ligo mais ainda?! Aqueles aparatos eletrônicos que eles têm escondido a vida toda e só revelam no final do filme, tipo uma arma secreta, ou uma bomba super poderosa.

- ...

- É interessante por que o que sempre dispara essa arma é um botão vermelho!

- ...

- O botão vermelho parece até o protagonista nesses filmes. Todos o tratam com todo cuidado; à ele toda a atenção. Geralmente ele está protegido por uma caixinha inquebrável que só pode ser aberta mediante a um código super secreto e/ou o movimento sincronizado de duas chaves que giram para conceder o acesso à ele. Fora isso, ele é intocável!

- Eu disse pra você ficar longe do botão vermelho!

- Foi sem querer!

- Descongelou toda a geladeira!

- ...

- Não sei o que eu faço!

- ...

- ...

- Eu ainda acho que o botão deveria ficar mais protegido!


Escrito por Victor Ribeiro às 00h46
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- Meu bem, você sabia que o café aprimora a memória recente e acelera os reflexos?

- ...

- É, a cafeína modula uma função superior do cérebro em distintas áreas!

- ...

- Sem contar que o impacto a longo prazo do uso da cafeína também precisa ser considerado. A cafeína é conhecida por sua influência sobre os receptores de adenosina, encontrados por todo o cérebro nas células nervosas e nos vasos sangüíneos. Muitos acreditam que a cafeína iniba esses receptores, excitando os neurônios.

- ...

- E então, o que me diz?!

- Se você quer café, levante e faça você mesmo!

- ...
Escrito por Victor Ribeiro às 12h34
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- Boa tarde, eu queria ver uma camisa de malha, preta.

- Claro, só um instante!

- Certo.

- Aqui, pode experimentar!

- Legal, ficou boa.

- Também achei, sua mulher vai amar.

- Hehe, não sou casado!

- Noiva!?

- Não...

- Namorada!?

- Também não...

- Puxa, solteiro por opção, né?!

- Errr, tipo isso. Mas então, quanto custa a camisa?

- Ah, você pode levar ela e usar num encontro comigo esta noite.

- Hein?!

- É, você pode me levar pra jantar e depois ver um filme.

- Mas...

- É sim, minha mãe vai adorar te conhecer, eu te levo lá em casa final de semana pra você conhecê-la.

- É que...

- Gosta de futebol? Meu pai ama! Vocês podem ver o jogo juntos depois do almoço domingo.

- Futebol?!

- Assim, meus pais só não gostam de enrolação, então, tipo, a gente vai ter que casar rápido!

- Casar?!

- Gosta de filhos? Eu quero dois!

- Filhos?!

- É, a menina vai chamar Júlia, o menino eu deixo você escolher o nome.

- Aqui, espera um instantinho.

- O que foi?!

- Acho que não vou levar a camisa não!

- Ué, por quê?!

- Tá bem mais cara do que eu posso pagar!

- Ah, que pena! Ficou tão boa em você...

- ...

- E qua tal uma calça jeans?!
Escrito por Victor Ribeiro às 17h26
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- Eu tenho uma técnica para me livrar de panfletadores!

- O que?

- Panfletadores, aqueles caras que ficam entregando papelzinho na rua...

- Que que tem?

- Eu tenho uma técnica para me livrar deles.

- É? Como é?

- Então, eu espero alguém que está andando do meu lado passar à minha frente, daí o panfletador vai entregar o papelzinho pra ele e esquecer de mim.

- E quando tem dois panfletadores, um de cada lado da calçada?

- Eu falo: "Eu tô com ele!" apontando pra alguém que já pegou o papel.

- Você não presta!

- Ué, por quê?

- Já considerou a hipótese de dizer: "Não, obrigado!"!?

- Nããã, eu odeio ser rude com as pessoas!

- ...
Escrito por Victor Ribeiro às 00h12
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Nos corrêios eu fui chegando,
e fui de cara falando:


- Seu moço me faça por gentileza um favor,
escreva aí um telegrama pro meu amor.

- Pois não, nobre cavalheiro,
quanto o senhor tem de dinheiro?

- Não muito, devo dizer,
mas o que isso tem a ver?

- Não faça uma cara tão brava,
é que o telegrama se cobra por palavra!

- Sendo assim, meu jovem rapaz,
peço que sejas sagaz,

escreva de bom parecer,
tudo que tenho à dizer,

mas corte, sem nenhuma piedade,
toda palavra sem necessidade.

- Dessa forma assim eu farei,
mas diga, nobre senhor, o que eu escreverei?

- Diga a minha amada,
que ela é a mais desejada,

que ela brilha mais que o sol,
e que tem a voz mais doce que a do rouxinol,

que seu olhar, sempre atento,
é a razão do meu tormento.

- Sou sincero e confesso,
com tanta rima e tanto verso,

este telegrama escrito,
está alegre e bonito;

mas desconfio e necessito esclarecer,
um poema, estás a escrever?

- Um poema?! Que pouco conveniente,
parece até coisa de adolescente.

- De certo, meu senhor, não vou mais me intrometer,
há porém, algo ainda, que gostaria de escrever?

- Não heveria em três linguas diferentes,
palavras que fossem suficientes,

para explicar ao meu amor,
o desconforto e a dor,

que fica em meu coração,
quando ela sem razão,

me diz, sem piedade,
me vou indo, já é tarde.

- Belas foram estas palavras, até comovido fiquei
cite mais algumas, por estas, eu mesmo pagarei.

- Diga então a sempre bela,
a linda, a donzela

a que mora em meus pensamentos,
a que tem meus sentimentos,

que nela, eu sempre penso,
assim, sem nem muito senso,

de dia, de noite e de madrugada.
Um beijo, a minha amada.

- Aqui encerra o telegrama?
- Sim, não quero fazer drama!

Quanto fica a somatória?
- Por uma carta tão notória?!

Fica de graça, pro senhor virar freguês.
- Obrigado então, até uma próxima vez.
Escrito por Victor Ribeiro às 00h39
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- Então, você voltou a escrever?

- Sim.

- Por que?

- O blog é um lugar especial pra mim.

- Por que?

- Porque é um lugar onde minhas piadas são engraçadas.

- Realmente, um lugar onde suas piadas são engraçadas é um lugar especial.

- ...

- E você não vai nem fazer um texto de abertura não, vai logo de cara jogando suas piadinhas no ar, assim?!

- Eu não tinha pensando em nada não, acho que vou usar isso.

- Isso o quê?

- Isso, que a gente tá falando!

- E isso é engraçado?

- Não é engraçado, mas é um texto de abertura. Pra ficar engraçado só falta uma piadinha...

- Piadinha?

- É!

- Tá, vamos ver...

- Então, o amigo de Jãozinho chegou pra ele e falou: "Eu nasci em Pelotas, e você?"
Daí o Joãozinho respondeu: "Eu não, eu nasci inteiro!"

- ...

- Não foi engraçado?!

- ...
Escrito por Victor Ribeiro às 17h04
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- O que há de errado com os vegetarianos?

- Como assim?

- Ué, os caras não comem carne.

- Não, não comem!

- Então...

- Então o que?!

- Tipo, os caras não comem carne, mas vivem procurando alimentos que tenham gosto de carne. Se querem sentir gosto de carne, que comam carne, ora!

- As vezes eles só sentem pena dos bichinhos...

- Pois eu digo que o maior objetivo que uma galinha pode alcançar na vida é virar nugget.

- ...

- E tenho dito!
Escrito por Victor Ribeiro às 23h33
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